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Você não precisa calar a minha voz para que ouçam a sua

Eu estava lembrando a minha trajetória capilar mais a fundo, desde quando eu comecei ainda adolescente e de tanta coisa ruim que já me aconteceu antes que eu pudesse estar feliz com os meus cabelos como estou hoje.

Eu sou a filha de meio de três irmãs. A minha irmã mais velha tinha cachos lindos naturais que eram muito elogiados e isso ficava ainda mais bonito porque ela tinha o cabelo bem pretinho. A minha irmã mais nova tinha um crescimento dos fios muito rápido e cachos lindos mais para o estilo cachinhos dourados, só que na cor mel. E eu era a que ficava de cabelo preso o tempo todo.

Ás vezes, a minha mãe fazia trancinhas pequenas por todo o meu cabelo, tipo rastafári mesmo e, apesar do sofrimento que eu passava para fazer tranças no meu cabelo que sempre foi bastante volumoso, eu ficava muito feliz com o resultado. Era o único jeito dos meus cabelos ficarem soltos sem que as pessoas ficassem rindo de mim.  Até que um dia ouvi piadinhas sobre as tranças e também não quis mais usá-las.

A primeira química que eu fiz no meu cabelo foi alisamento com tioglicolato de caixinha. A minha mãe não sabia lidar com o volume do meu cabelo que também era bem ressecado e foi nessa época que eu sofri os meus primeiros cortes químicos, mas eu nem percebia o que estava acontecendo. Eu achava que cabelo caindo era normal. Uma coisa que eu nunca fazia era escova, pois o meu cabelo era muito ressecado. A escova, mesmo com chapinha, não durava.

cachos

O meu cabelo só veio melhorar quando eu comecei a ter um pouco de dinheiro. Eu comecei a comprar produtos para cabelos crespos e isso ajudava bastante na definição dos cachos, mas eu sempre fazia relaxamento para diminuir o volume dos cachos mesmo assim. A verdade é que o cabelo cacheado com muito volume, como a gente conhece e acha lindo hoje, não era bem visto.

Na época, eu ainda consegui viver um período feliz com os meus cachos, até elogios cheguei a receber por eles quando comecei a cuidá-los melhor. Mas eu não soube lidar com o gênio forte que os cachos têm. Ás vezes eu fazia a mesma coisa que tinha deixado o meu cabelo lindo outro dia e mesmo assim em outro momento ele ficava horrível.

Até que, aos 20 anos, eu fui apresentada a escova progressiva. Foi um relacionamento complicado entre idas e vindas, até preconceito de escova progressiva eu tive, até sofrer o corte químico que eu relatei aqui.

Eu poderia ter usado aquele corte químico para fazer uma transição capilar, afinal, eu tinha mesmo que esperar o meu cabelo crescer e tinha que conviver com duas texturas de cabelo, mas isso nem se passou pela minha cabeça. Em vez disso, eu comecei a aprender a fazer química de uma forma mais inteligente. Aprendi a respeitar pausas, abrindo mão de certas vontades em detrimento da saúde dos meus fios.

Antes que alguém ache que eu esteja desmerecendo a transição capilar, muito pelo contrário: eu acho que a pessoa que passa pela transição é incrível ! Amo o cabelo da Duda Fernandes que fez a transição para todo mundo ver, o da Raiza Nicássio também é perfeito e são tantos exemplos incríveis!  Assumir o cabelo natural e aprender a lidar com ele é mais do que se libertar do alisamento. É falar para a sociedade que cabelo crespo não é sinônimo de cabelo ruim. E que o liso não é o cabelo mais bonito que existe, pois, mesmo relaxados, eu amava os meus cachos e me sentia MUITO estilosa com eles.                                                                                          deboa

Só que, no meu caso, eu me encontrei na escova progressiva, estou tão bem com ela e gostando tanto de mim dessa forma que não tem porque eu querer assumir a textura natural do meu cabelo. E o meu cabelo não deixa de ser tão meu porque eu os aliso. E quanto ao termo “escrava da progressiva” que muita gente usa, se você olhar tudo pelo lado ruim, você também poderá ser “escrava dos cachos”. Cabelos cacheados dão MUITO trabalho para ficarem bonitos, são várias técnicas desenvolvidas e você tem que usá-las de acordo com o seu tipo de fio. Com o tempo, essa rotina se torna natural para você, mas não deixa de ser trabalhoso por causa disso. O legal mesmo da transição é que você sai dos padrões impostos por tanto tempo do cabelo liso a qualquer custo.

Por outro lado, é perigoso sair julgando as pessoas que, assim como eu, estão felizes e realizadas com a Escova Progressiva, ou com a Guanidina, ou com o Tioglicolato, ou com o Hidróxido de Sódio, ou com Henê. Não tem mais ninguém dizendo que cabelo liso é bonito, gente! Mas isso não nos impede de gostar do nosso cabelo lisinho. Eu estou feliz com o espelho, não me importo de ter que retocar a raiz porque eu sou feliz com isso. E mais: Pode ser que eu mude de ideia qualquer dia desses. Somos livres para fazermos o que quisermos!

cachos (1)

Você tem que fazer algo com que você consiga se sentir bem. E também tem o momento para tudo nessa vida. Ás vezes, eu tenho o desejo de ter um super cabelo cacheado, volumoso como esses exemplos acima. Mas nem todos os cachos são iguais. Eu conheço o bastante da transição para saber que você tem que aceitar e aprender a lidar com o cabelo que nascer do jeito que ele é e não ficar esperando que os seus cachos sejam iguais aos de outra pessoa, pois isso pode gerar frustrações.

Eu amadureci e parei de me ressentir com muitas das coisas que as pessoas falam em relação a mim. Se você deixar, todo mundo vai se achar no direito de meter o bedelho na sua vida. No seu peso, na cor e textura do seu cabelo, na sua orientação sexual, no tamanho da sua família…

E o mais importante de tudo: Não é porque alguém tem certa opinião sobre algo que ela está certa. A aceitação abrange muito mais coisas que o seu cabelo. Não concordo que a aceitação/ empoderamento estejam totalmente atrelados a assumir cabelo cacheado/crespo mas isso não quer dizer que eu não concorde com a ideia da transição capilar.

O que vocês acham sobre esse assunto, cabeletes? Quero a opinião de todo mundo, das lisas e das cacheadas.

Bjos!

Tags aceitaçãoempoderamentoTransição Capilar

18 Comentários

  1. Olá,

    Também compartilho da mesma opinião. Acredito que o empoderamento da mulher está mais ligado a poder fazer a sua escolha, independente da escolha em si, se gosta do cabelo liso, alisado, porque desmerecê-la por isso , dizendo que a mesma não se assume? Assume sim, só que de uma forma diferente da sua ( por exemplo), do mesmo modo, se a mulher quer estar com seus cachos, ou vir a cachear, parabéns! Acho que o empoderamento vem da opção de escolha, da liberdade de querer ter ou não, fazer ou não, fico passada quando querem “elevar uma escolha em detrimento de outra”, se é que vc me entende( acredito que sim, considerando o seu texto).

    bjs

    ( que bom que vc voltou e com força total)

    1. Ester,

      Entendo completamente. As pessoas não buscam mais a igualdade e sim a superioridade e para mim isso é inaceitável. Como alguém usa justamente o discurso contra a imposição sofrida no passado, mas ela mesma impõe outra coisa para os dias de hoje? Confuso.
      Fico feliz que tenha gostado do post. Bjos!

  2. Eu estou cacheada, mas meu cacho não é poderoso, volumoso não, são largos, meio desmaiados que não me deixam ter dois dias de definição em paz….kkkkkkkk, e sim dão trabalho pra caramba, eu gasto do mesmo jeito, mas pra deixa-lo “de boneca” eu gasto menos tempo que gastava na escova, por exemplo no dia do meu casamento eu tive que fazer meu cabelo nas pressas, e deu certo. Se eu fosse escovar sozinha ou fazer no salão não daria tempo….mas qd estou afim eu escovo, o cabelo é meu e eu uso como bem entender 😉

    1. Oi, Alê.

      Seus cachos são poderosos sim, é um tipo de cacho que eu acho lindo também, sabia. Foi o seu tipo de cabelo que inspirou a música: ♫ Debaixo dos caracóis dos seus cabelos ♫
      Nossa, essa praticidade de arrumar o cabelo rapidinho antes de casar é impagável, heim! Bjos!

  3. Concordo demais contigo, Diana, inclusive me identifico qto a ter me encontrado na progressiva. Esses cabelos das fotos são MARAVILHOSOS e, como a Escova Livre não deixa meu cabelo liso, já me aventurei a tentar usar cachos, mas:
    1- Dá mais trabalho do que alisar. Tenho certeza de q essas meninas não são sempre assim
    2-Com cabelo cacheado, me sinto mais baixa ainda e até gordinha, com o rosto redondo, e não gosto de me sentir assim, pois tenho sérios problemas de autoestima.
    É interessante porque na primeira infância eu tinha lindos cachinhos que todos elogiavam “parece os cabelos da novela Que rei sou eu?”. Além de elogiarem também meu corpo gordinho “olha as coxas, dá vontade de apertar”. Eu não passava despercebida, era elogiada onde fosse, mas eu admirava as coleguinhas magras e de cabelo liso e comprido! A Rebeca adulta q nas minhas fantasias, era magra, loira e de cabelo liso ( mesmo eu nem sabendo ainda q era possível alisar cabelo) quer dizer, o meu gosto, o MEU padrão de beleza sempre foi contrário ao q eu tinha. Bom, pelo menos a parte do corpo deu certo, graças a Deus! Mas ainda fantasio com cabelos longos e que sequem bonitos ao natural. Quem sabe um dia, né?!

    1. Rebeca,

      Isso mesmo! Seu gosto, seu padrão, sua vontade! E isso não te faz inferior a ninguém. Essa de cabelos lindos secando ao natural é um sonho em comum que eu tenho também, mas continuemos. kkk

      Bjos!

  4. Primeiro eu preciso dizer a este é apenas o post mais incrivel q me lembro de te-la visto escrever, Di!!! Fantástico de verdade!
    Agora preciso citar: “As vezes eu fazia a mesma coisa que tinha deixado o meu cabelo lindo outro dia e mesmo assim em outro momento ele ficava horrível.” Nada é tao real ao lidar com um cabelo cacheado qnto isso! Mesmo fazendo tudo igual ainda assim o cabelo pode responder diferente, beeemm diferente…
    Eu já usei o cabelo liso (de escova) por uns 3 anos, mas parei ja tem uns anos… Tem epocas q aaaamooo usar liso (até estava fazendo mais escova), mas na maior parte do tempo amo meus cachos… E usar cachos nao me torna melhor nem pior do a alguem q alise…
    Qndo uma mulher adulta alisa o cabelo ela não está fazendo nada de errado, ela nao está “traindo suas raízes”… Se nao pode alisar entao tbm nao pode usar maquiagem, afinal é pra se aceitar 100% natural certo?! Entao tbm nao pode passar perfume nao é mesmo?! Inclusive vamos todos nos tornar nudistas e parar com depilação, já q estamos buscando ser natural… Sério isso produção?! Já vi mto absurdo dito por umas “naturais” por ai…
    A única coisa q me causa repulsa é nao estimular as criancas a amarem seus cachos, pq isso pode deixar marcas terríveis nelas… Qm tem criança cacheada deveria fazer o impossivel pra aprender a cuidar bem desse tipo de textura, isso pode fazer muuuiita diferença na auto estima dos pequenos (ai qndo crescerem eles podem decidir sem pré conceitos se vao ou nao alisar). Minha mãe sempre cuidou horrores dos meus cachos, vcs devem se lembrar q ela ja me fazia usar mascara no cabelo toda semana desde mocinha (e ela ja enluvava e cobria com toalha morna desde aquela época)… Faz mta diferença ter esse apoio, pq pelo menos nao alisei por falta de escolha, como tantas meninas q chegam a idade adulta sem nem saber o q passavam noa seus fios… acho triste de verdade maes alisarem cabelos das criancas “pq da mto trabalho” (criancas dao trabalho, se nao está pronta pra te-las seja abistemio)…
    Vou parar antes de escrever ainda mais pq acho esse tema serio de verdade…
    Beijos!

    Amei mesmo e esse assunto tem q ser posto na roda!

    1. Oi, Esther!

      Fico feliz que esse post tenha te agradado, é um tema meio complicado e eu não queria deixar ninguém incomodado, apenas falar o que eu sinto.
      Eu acredito que não é porque eu não “assuma” os meus cachos que eu sou inferior a alguém. Acho esse tipo de pensamento ridículo.

      Sabe que, assim que eu comecei a fazer o post, senti um pouco de revolta contra a minha mãe, mas depois eu percebi que ela, apesar de não ter obtido sucesso, tentou fazer o melhor por mim. Ela também não tinha muito conhecimento das coisas e até do cabelo dela mesma ela não sabe cuidar, imagina do meu. Os das minhas irmãs eram mais simples, respondiam bem ao que era oferecido, já o meu necessitava de muito mais. E na moral, fazer aquelas trancinhas que eu mencionei era um parto, demorava pacas. kkkk
      Não podemos negar que houve sim a ditadura do liso e que muitas pessoas, inclusive eu, foram impactadas. Mas depois a gente cresce e decide o que realmente quer e a minha escolha foi o liso.
      Também vou parar, o texto já foi grande e ainda estou me empolgando nos comentários. kkkk Bjos!

  5. Diana, eu super te entendo e me identifico com TUDO o que você escreveu. Sou a caçula de três irmãs, minhas duas irmãs sempre tiveram os cabelos lisos ou ondulados belíssimos e eu nasci com cabelo muuuito cacheado e volumoso e vivi a infância inteira com trauma, cuidando e prendendo muito os fios. Chegava nos salões e as escovistas fugiam de meu cabelo, pois dava muito trabalho pra escovar, as pessoas sempre comparavam os cabelos de minhas irmãs com os meus(as pessoas são cruéis)! Tenho toda uma história de traumas no meu passado. Nunca assumi meu cachos, apesar que minha mãe sempre me botava pra cima e era fã de meus cachinhos(mães…), por causa do volume exagerado que eu não conseguia domar. Não tinha menor noção de como cuidar, na época não tínhamos informações e nem muita grana pra usar produtos caros. Passei a infância a base de penteados, preso, usando bobes e touca, dava muito trabalho, até com ferro de passar cheguei a alisar em casa, hahaha, não existia chapinha na época.
    Então com 15 anos alisei a raiz a primeira vez com hidróxido de sódio e você não imagina a alegria e liberdade que senti. Fui pulando de química em química, passei pro tioglicolato com uns 19 anos morrendo de medo de mudar de química e ter CQ. Fiquei no tio até os 27 anos. E estou há dois anos só com progressiva. Me sinto bem de cabelo liso, já criei essa imagem de mim mesma, até porque, como você disse, cuidar de cabelo cacheado e crespo não é fácil também. Hoje, vendo fotos da minha infância tenho essa visão que você tem, eu não tinha o cabelo ruim como me falavam, meus cachos eram lindos e definidos, eu não sabia era domá-los.
    Diana, o mundo sempre foi assim: se você não segue a boiada, você é criticada. Em nossa infância bonito era ter cabelo liso, logo nossos cachos eram motivo de críticas. Hoje, a moda é se assumir, logo, se você não faz transição é porque não se aceita, tem problemas. Perceba que o mundo está cada vez mais complicadinho em todos os aspectos: se não concordo ou não quero reproduzir suas práticas, impõem que sou contra você, tamanho radicalismo e preconceito que vivemos! Hoje já recebi críticas por não assumir meus cabelos naturais, a impressão que passa é que não importa o que você decide, as pessoas sempre vão criticar suas decisões…

    1. Nossa, Caroline.

      Eu me vi em muitas coisas que você falou nesse comentário e que eu não falei porque o post já está enorme. As pessoas são cruéis mesmo e esse negócio de ser comparada as irmãs é terrível. E ainda tem gente que diz que as crianças é que são malvadas, mas eu era julgada por adultos. Lembro que na escola eu tinha amigos e nenhum ligava pro meu cabelo e se riam de mim eu nunca fiquei sabendo. Já meus parentes e vizinhos…

      E sim: o mundo está chato. Mas o pior que podemos fazer é nos tornarmos reféns do extremismo.Não dá para respeitar e não ser respeitado.

      Obrigada por comentar! Bjos!

  6. Eu particularmente acho os cabelos crespos lindosss! Meu cabelo é liso, escorrido, agora aprendi depois de lavar chacoalhar pra todos os lados e agora tem um volume bonito.
    Respeito a opinião de todas, mas acho uma mulher com os cabelos crespos tão segura, tão cheio de si … É mais que um cabelo é atitude.

  7. Boa tarde! Você cacheada e lisa è linda!!! Hoje tenho 45 anos e há 3 anos assumi meus cabelos crespos -cacheadaos…eu decidi que queria eles naturais,dá muito trabalho e principalmente na hora de tonaliza-los,mas eu Decidiiiiiii assim…seja feliz com a sua decisão!!!Somos nos que escolhemos e tem que vir do coraçao e nao pr imposissão.Bjos querida.Gosto muito do seu cantinho.Regina Santos.

  8. Aconteceu comigo o mesmo que vc, minha irmã sempre teve um cabelo lindo e eu andava com o cabelo cheio de creme para pentear da seda e amarrado. Não consigo lagar a progressiva, faço uma vez ao ano e mantenho no dia a dia com cronograma e prancha na raiz.. Meu cabelo tbm tem outro problema ele não cresce, nunca consegui passar da altura do ombro, consegui uns dedinhos a mais no crescimento evitando passar a prancha nas pontas, se não me engano a dica é sua.. Seu cabelo está lindo, espero que um dia o meu chegue nesse comprimento!!

  9. Nossa Diana me identifiquei muito com seu texto, desde o cabelo seco e extremamente volumoso até o da mãe que não sabia cuidar e só prendia o cabelo. rs
    Minha mãe nunca me deixava de cabelo solto ela dizia que ficava feio (não julgo ela por isso, afinal naquela época as coisas funcionavam assim e ela nunca soube cuidar do cabelo dela que tem bem menos volume quem dirá do meu, hoje sou eu que acabo “cuidando” do dela. rs) e passei minha vida toda achando isso. A primeira química q usei foi o tioglicolato, mas mesmo assim ele não domou totalmente meu cabelo, apenas ajudava no volume, na época comecei a descobrir algumas tecnicas e dava pra pelo menos deixar ele um pouco solto (em ocasiões especiais) com muitooooo creme, mas dava um trabalhão, então no dia-a-dia era só preso mesmo.
    Até que com muita relutância me rendi a progressiva, pois apesar de tudo eu amava meus cachinhos, o que me incomodava era a raiz crespa e volumosa (meu sonho sempre foi ter a raiz lisa e as pontas cacheadas. rs) sem contar que morria de medo do tal formol. Porém na época, eu amei o resultado, me senti linda em poder usar o cabelo solto, eu vivia mexendo no cabelo, jogando pra lá e pra ca, coisa que eu nunca pudi fazer antes.
    Mas a longo prazo a progressiva começou a danificar muito meu cabelo, sofri vários cortes químicos, minhas pontas ficaram cada vez mais ralinhas e o cabelo parecia não crescer nunca (na vdd crescia pelo que se notava na raiz que nascia enrolada, mas não tinha comprimento e eu sempre amei cabelão.) então resolvi parar. Apesar de por um momento querer meus cachinhos de volta, não tenho coragem de fazer o tal de “big shop”, e ficar com cabelo com duas texturas pra mim não da, não quero voltar a viver de cabelo preso como antes, então meu jeito foi viver de chapinha, e “me achei” desse jeito.
    Hoje cuido muito do meu cabelo, é uma coisa que gosto de fazer mesmo, me da prazer, e estou feliz com ele assim (alisado na chapinha). Hoje sinceramente não penso mais em fazer progressiva mas tbm não sei se futuramente assumiria de vez os cachos (tenho muita vontade de ver meu cabelo todo enrolado novamente), eu acho lindo sim cabelo enrolado, mas da um trabalhão principalmente pra quem trabalha fora e tem os minutos contados pra se arrumar pela manhã.
    Mas enfim, escrevi demais (desculpa o textão), mas queria compartilhar a minha história.

    Mas voltando ao seu texto… Fico muito revoltada e chateada com essa nova ditadura de assumir o cabelo natural. Tudo que é extremista acaba não sendo algo bom… penso como vc: vc é livre para assumir o cabelo do jeito que vc quiser, e ninguém é melhor ou pior por isso.
    Fico feliz que hoje o cabelo cacheado ou crespo não seja mais “mal visto” como era antigamente, isso realmente é libertador, afinal padrão de beleza único não existe, cada um é livre pra usar o cabelo do jeito que quiser, o importante é se sentir bem desse jeito. Mas o mesmo vale para quem quer alisar, se senti bem e bonita desse jeito qual o problema? Graças a Deus somos únicos, cada um com suas caracteristicas e seu modo de ser e de pensar, então faça o que vc gosta e seja feliz assim seja cacheada, crespa, lisa ou alisada. Até porque só cada um sabe o que é melhor pra si.

    1. Oi, Malena!

      Nossa, compartilho contigo o sentimento pela minha mãe, pois eu quase cheguei a censurá-la, mas ela mal sabe cuidar do próprio cabelo. Só veio melhorar depois que eu comecei a cuidar do meu, assim como todo mundo lá em casa.
      Sobre a ditadura capilar, fico feliz que várias pessoas pensem como eu, está ficando chato viver em um mundo onde você tem que respeitar mas não é respeitado.

      Bjos!

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